MONTARIA SAGRADA


 

Rowenna lutava, brandia a espada e o escudo sem intervalos, a armadura branca brilhava no mar de marrom e negro, a paladina era um ponto luminoso na escuridão do combate, ceifava vidas e curava com a mesma precisão. 


Ela era leal, boa, feroz em combate e admirada, também era muito solitária. Rowenna nasceu destinada à grandeza, filha de pais humildes mas trabalhadores, ela, uma menina inteligente e forte para a idade, viu os poderes sagrados surgirem ainda na infância. Mandada ao mosteiro para ser clériga, ela logo mostrou que seu talento era no combate. A visão de seu destino veio num sonho, ela seria uma paladina, aço e fé seriam suas armas, ela seria o símbolo de esperança que arregimentaria milhares para à causa. Ela seria tudo isso mas também seria uma alma solitária em meio à centenas. Mesmo ali, na batalha ela ainda sentia à vontade de ter alguém com quem compartilhar suas vitórias e derrotas, uma parceira, uma amiga.


O exército inimigo avançava sedento, se a paladina caísse tudo desmoronaria, amontoavam-se em volta dele como um enxame, Rowenna lutava e lutava, seria o fim?


Um rugido atravessou o campo, uma sombra negra investe contra à muralha de corpos, garras e presas afastam os inimigos, o enorme felino protegia Rowenna, que soube naquele momento que seu desejo fora atendido. 


Dizem que os guerreiros sagrados podem suplicar aos deuses uma montaria, feita de fé e una com seu espírito, para a maioria eram cavalos imponentes e alguns até alados, para Rowenna era uma enorme pantera negra e feroz, seu espírito feito carne, parceira, guerreira e irmã. Estavam completas.


Arte:Greg Rutkwoski

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