DEMÔNIOS E ALIENS
O bar estava lotado. Em noites de queima o pessoal vinha pra tomar algo antes de pegar os lança-chamas. Clay queria beber em paz mas o maldito barman parecia ter outros planos.
– Clay. - ele tinha um olho faltante, e nem era pelos Silaat, a esposa arrancou num acesso de fúria noturna, muitos aqui tem isso.
– Hoje não Downe, estou no primeiro turno da queima hj. - estava cansado e só queria fazer minha parte e dormir as 4 horas que tinha direito.
– Clay, você é o único que ajuda, por favor. Dessa vez posso dar mais que bebida ruim. - das dobras do casaco ele mostra um tesouro, valia a pena a chateação por isso.
O segui até os fundos e no quarto estava a menina. Amarrada e cheia de ferimentos. Falava uma língua morta, olhos brancos e vidrados, em outra ocasião eu diria ser stress da guerra contra os malditos Silaat, mas sendo quem sou eu sabia o que era. Possessão.
Me despi das armas mundanas e empunhei algo quase esquecido, a gola branca fica escondida pelo uniforme e quase ninguém sabe o que sou. Inútil nos tempos atuais eles disseram, os bens da Igreja foram dados ao esforço de guerra e no fim todos empunhamos armas contra os invasores. Esquecemos que já tínhamos uma invasão que ocorria a milênios.
O Inimigo nos pegou na hora mais escura, poucos podem contra ele agora pois algo milenar se esvaiu em 50 anos de guerra, ninguém lembra das velhas escrituras e ninguém ligaria se soubesse. Bem, eu lembro pois fui ensinado, e no fim da noite terei uma bela garrafa de uísque e um demônio a mais pra contar na parede do cubículo. E queimar Silaat nas muralhas é um belo bônus. Se estiver me ouvindo aí em cima, hora de trabalhar!
Arte:Pinterest/YouTube
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