JUSTIÇA INEXORÁVEL
O rugir da batalha era tremendo! O fogo era presente em todo canto, das catapultas, tochas, dos corpos em chamas e das colunas de fogo sagrado invocado dos céus pelos clérigos e guerreiros santos.
Homens morriam, se afogavam no próprio sangue, eram pisoteados pelos companheiros e inimigos. Em meio a tudo isso, Declan andava incólume.
Sua armadura como um farol, brilhando nas chamas divinas que queimavam os hereges. Seu espírito refulgia em louvor a Justiça. A Ordem. Ao certo. Vidas eram perdidas mas cada alma justa que ia era compensada pelos espíritos imundos dos infiéis que eram destruídos.
Um deles o ataca, em sua língua palavras profanas. Declan não sabia mas o homem o atacava com uma pergunta, por que?
Declan atravessou a espada pela barriga do inimigo e numa puxada, vísceras, sangue e fezes verteram.
Um fiel implorava no chão, ajoelhando-se Declan orou, e suas mãos verteram cura, o homem de peito esmagado respirava mais uma vez. Mais uma espada em riste, uma muralha contra o mal. Declan seguiu caminho, o homem no chão implorava pela libertação da morte e em vez disso recebeu a prisão de viver mais uma vez. Lutar uma guerra santa sem sentido. Era demais, Declan não viu o homem assim como não viu outros que se jogavam nas próprias espadas. Era isso que era servir ao sagrado. Declan era o arauto da vida, o portador da luz o mensageiro da esperança. Declan era um monstro.
Arte:Pinterest
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