Monstro Gigante

— Eu sei o que eu vi, Kretoz, eu não estou louca, eu juro que ele estava aqui! —Uma sanguinária pulou de uma folha para outra sem pestanejar, com a sua melhor amiga e conselheira, a arma. — Calada, por favor, eu não consigo ouvir a selva!
Algumas horas antes.
Ligrali estava patrulhando a floresta próxima da sua cidade para espairecer, com o seu traje camaleão, mudando de cor através do toque dos pés, a Sanguinária pulou várias vezes de folha em folha até sentir um tremor na terra, pequena do jeito que era tratou logo de se segurar e se esconder num cipó que havia por ali.
Ela desacelerou os batimentos cardíacos se concentrando e fechou os olhos para ouvir melhor os galhos se quebrando, as folhas se despedaçando, um fogo a crepitar ao longe, mas tinha alguém vindo, isso era certeza
“Uma Sanguinária tipo A sabia fazer isso como ninguém ou pelo menos fora o que sua mãe falou a sua vida toda. Essa e muitas outras coisas, Ligrali, aprendera com sua mãe.”, se lembrou.
“Que diabos é isso?”, ela pensou.
Ligrali abriu os olhos de devagar e viu um ser tão grande que tremeu as pernas só de vê-lo tão próximo, primeiro achou que fora um dos Deuses que passeavam por ali, mas logo descartou a hipótese pois o azulão tinha uma carranca que dava medo com uma faca enorme feita de osso de dragão e os Deuses que por ali passavam eram mais amigáveis.
Suas orelhas estavam com uns dentes de dragão.
“Uma Sanguinária não é para o combate!” , recordou-se de sua mãe falando novamente com ela. “Mas, se for atacar, melhor que seja na espreita, na surdina, entendeu?”, concluiu o seu pai.
Ela voltou correndo e pulando de folha em folha para sua cidade, tão logo voltou com a sua melhor amiga e conselheira.
Atualmente.
— Cadê o gigante azul? — ponderou sua fiel escudeira, a arma. — Se estava aqui, cadê as marcas dos pés?
— Eu não sei, mas eu tenho certeza que... — Ligrali parou de falar e apontou para uma pegada. — Olha, ali, está vendo? — falou pulando de uma folha para outra até chegar nas marcas.
— Isso… Isso parece… É impossível… Uma pegada de troll? Mas é impossível, trolls não tem por estas regiões! — A arma estava abismada e a Ligrali estava em estado de contemplação.
Quando de repente um grandão cobriu o sol e as duas se viraram para ver quem era, trêmulas. O que viram pegou elas de surpresa, um Azulão estava de pé e olhando bem na nossa fuças. Um troll , seres que foram criados por um ser perverso, guiados pelo puro sangue e que agora invadiram as nossas terras.
“Mas para que?”, pensou Ligrali. “Para nos destruir, será?”, continuou raciocinando paralisada.

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